LISBOA | SAO JORGE SALA | 13 OUTUBRO | 19H30

COM: Eiji Okada Emmanuelle Riva Stella Dassas | ARGUMENTO: Marguerite Duras | FOTOGRAFIA: Sacha Vierny, Michio Takahashi | SOM: Pierre Calvet | MONTAGEM: Anne Sarraute, Jasmine Chasney, Henri Colpi | PRODUÇÃO: Como Film, Argos Films, Daiei | ORIGEM: França

 O filme
Através do seu amor por um homem de outra raça, um japonês, uma actriz francesa evoca o passado, e outra paixão condenada: a relação com um oficial alemão durante a Ocupação. Viagem pelo tempo e pela memória, o desejo e a impossibilidade de esquecer, com argumento de Marguerite Duras.

Dois anos após a audaciosa aventura de Nuit et Brouillard, filme controverso para a época, um protejo documental sobre as atrocidades da guerra aproxima Alain Resnais e a Argo Filmes. A última, a partir de um acordo com uma produtora no Japão, propõe ao cineasta a realização de um filme sobre Hiroshima.

Alain Resnais, hesitante em tratar um tema de uma grande tragédia do século XX, acaba por, não obstante, visionar vários documentários produzidos até à data sobre este tema. Conclui, assim, que a nova abordagem possível seria de evocar este tema através de um ângulo mais universal, filmando em todo o mundo, o que não era concebível pelos produtores.

Poucos meses depois, surge uma nova ideia, a de que a realização do projeto documental se tornasse numa longa-metragem de ficção. Na procura de argumentistas, o realizador propõe a Françoise Sagan (Otto Perminger acabaria de rodar o filme Bonjour Tristesse). A autora não deu seguimento ao convite e é então que Alain Resnais se encontra com Margueritte Duras (cuja obra Moderato Cantabile acabaria de ser publicada), com quem descobrirá a sua primeira experiência cinematográfica.