LISBOA | CINEMATECA PORTUGUESA – MUSEU DO CINEMA| 14 OUTUBRO | 21H30

COM: Jan Karski, Claude Lanzmann | ARGUMENTO: Claude Lanzmann | FOTOGRAFIA: william lubtchansky, Caroline Champetier | SOM: Bernard Aubouy | MONTAGEM: Chantal Hymans | PRODUÇÃO: Les Films Aleph | ORIGEM: França, Alemanha | VENDAS INTERNACIONAIS: Synecdoche | ESTREIA EM FRANÇA: 17/03/2010

 O filme
Em 2009, Yannick Haenel publica um livro intitulado Jan Karski. Claude Lanzmann reagiu imediatamente contra a interpretação romântica de Yanick Haenel sobre a entrevista com Roosevelt na terceira parte do livro e decidiu realizar um documento a partir das suas próprias entrevistas com Karski.

O realizador
Claude Lanzmann, formado em filosofia e jornalismo, é convidado por Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, – com quem acabaria por manter uma relação amorosa -, para trabalhar na revista Les Temps Modernes, fundada em 1945.

Em 1973 realiza o seu primeiro filme, Pourquoi Israel, que mostra um conjunto de entrevistas inéditas e singulares, mas é em 1985 que Claude Lanzmann faz estremecer o público e a crítica ao apresentar o perturbante Shoah, incontornável obra-prima cinematográfica, com 9h30min de duração. O realizador retrata, com uma clareza e visceralidade impressionante, a tragédia do genocídio dos judeus europeus nos campos de concentração nazis.

Em 1994 lança o polémico Tsahal e a partir de então os seus filmes são parcialmente realizados a partir de excertos de película não utilizada no documentário Shoah.

Sobre o filme
Duas prespectivas do mesmo homem, publicadas com 25 anos de distância (…) Realizado a partir de excertos da entrevista de 1978, o filme pretende reimplantar a “verdade histórica”. L’Express (Boris Thislay)