LISBOA | CINEMA SÃO JORGE | 14 OUTUBRO | 19H30
BEJA | PAX JÚLIA | 30 OUTUBRO | 18H30

COM : Damouré Zika, Lam Ibrahima Dia, Illo Gaoudel | ARGUMENTO: Jean Rouch | SOM: Moussa Amidou | MÚSICA : Enos Amelon | PRODUÇÃO: Les Films de la pléiade | ORIGEM: França | VENDAS INTERNACIONAIS: Mercure Distribution | ESTREIA EM FRANÇA: 10/09/2013

 O filme
Damouré, que dirige em Ayorou, com Lam e Illo, uma sociedade de importação–exportação chamada « Petit à Petit », decide construir um prédio e parte para Paris para ver “como é que se pode viver em casas com andares”. Na cidade, descobre as curiosas maneiras de viver e de pensar da tribo dos parisienses que descreve nas “cartas persas” enviadas regularmente aos seus companheiros…

O realizador
Jean Rouch, formado em engenheira civil, descobre a etnografia no Níger. Rapidamente surgiria a sua paixão pelo cinema, que lhe fornece um novo método de estudo. Influenciado pelo Surrealismo, os trabalhos de Marcel Griaule em território Dogon, e seduzido pelas regras essenciais da inspiração e da intuição, ele capta e filma a evolução do continente africano e da sociedade francesa. A sua linguagem cinematográfica influenciará a geração de cineastas da Nouvelle Vague.

Em 1960, ele classifica a sua maneira de filmar como « Cinema Direto », seguindo o exemplo dos seus mestres Robert Flaherty e Dziga Vertov, e mais tarde « Transe Criador ». A sua obra, diversas vezes reconhecida em Veneza, Cannes e Berlim, compõe-se de documentários etnográficos (Maîtres fous; Sigui synthèse), sociológicos (Chronique d’un été) e ficções (Moi, un Noir; Cocorico Monsieur Poulet). Jean Rouch foi diretor da Cinemateca Francesa, diretor de pesquisa honorário no CNRS (Centro Nacional da Pesquisa Científica) e secretário-geral do Comitê do Filme Etnográfico.