LISBOA | CINEMA SÃO JORGE | 15 OUTUBRO | 19H30
ALMADA | FÓRUM MUNICIPAL ROMEU CORREIA | 19 OUTUBRO | 23H
BEJA | PAX JÚLIA | 31 OUTUBRO | 18H30
FARO | TEATRO MUNICIPAL DE FARO | 2 NOVEMBRO | 19H
PORTO | RIVOLI TEATRO MUNICIPAL | 10 NOVEMBRO | 15H30

COM :Juliette Binoche, Lambert Wilson, Jean-Louis Trintignant | ARGUMENTO: André Téchiné, Olivier Assayas | FOTOGRAFIA: Renato Berta | SOM: Renato Berta | MONTAGEM: Martine Giordano | MÚSICA: Philippe Sarde | PRODUÇÃO: T Films, France 2 Cinéma | ORIGEM: França | VENDAS INTERNACIONAIS: Mk2 | ESTREIA EM FRANÇA: 15/05/1985

 O filme
Nina (Juliette Binoche) chega a Paris com o propósito de se tornar actriz de teatro e vai consegui-lo, de uma estranha e intrincada forma. Quando vai a uma imobiliária para arranjar uma casa conhece Paulot (Wadeck Stanczak) e dá-lhe um bilhete para uma peça de teatro na qual tem um pequeno papel. Ele apaixona-se e ao mesmo tempo ela é despejada pelo ciumento Fred da casa onde vivia. Paulot propõe dar-lhe guarida, mas em sua casa também vive Quentin (Lambert Wilson), um tipo estranho e violento. Quentin também é actor e está a preparar o papel de Romeu em “Romeu e Julieta”.

O realizador
André Téchiné ocupa um lugar muito especial no cinema de autor. Herdeiro directo do impulso da Nouvelle Vague, crítico dos Cahiers du cinéma no final dos anos 60, ele inaugurou a partir do seu segundo filme Souvenirs d’en France (1975), uma nova relação com a narrativa, a representação e os actores. E os maiores actores respondem à sua chamada: Bulle Ogier, Jeanne Moreau e Marie-France Pisier, Gérard Depardieu e Isabelle Adjani, Isabelle Huppert, Patrick Dewaere, Juliette Binoche, Emmanuelle Béart, Daniel Auteuil, Sandrine Bonnaire, Michel Blanc e Sami Bouajila. Uma relação particular liga-o a Catherine Deneuve que se torna não apenas sua intérprete de eleição mas também uma interlocutora de longo curso em seis filmes, de Hôtel des Amériques (1981) a La Fille du RER (2009). Téchiné constrói uma obra flamejante e secreta, onde a progressão e a explosão de emoções iluminam as zonas mais íntimas da humanidade. Explorador audacioso recebeu o apoio de grandes vedetas econtinua a ser um inovador que desenvolve métodos de filmagem inéditos, como a utilização de duas câmaras e a renovação do seu estilo confrontando-se com as possibilidades e os limites da filmagem com pequenas câmaras digitais numéricas (Longe, 2001). (Por Jean-Michel Frodon)