LISBOA | CINEMATECA PORTUGUESA – MUSEU DO CINEMA | 12 OUTUBRO | 21H30

COM: Yehuda Lerner, Claude Lanzmann | ARGUMENTO: Claude Lanzmann | FOTOGRAFIA: Caroline Champetier, Dominique Chapuis | SOM: Bernard Aubouy | MONTAGEM: Chantal Hymans, Sabine Mamou | PRODUÇÃO: Why Not Productions, Les Films Aleph, France 2 Cinéma | ORIGEM: França | VENDAS INTERNACIONAIS: Wild Bunch | ESTREIA EM FRANÇA: 17/10/2001

 O filme
O lugar, o dia, mês, ano e hora da única revolta bem sucedida num campo de exterminação nazi na Polónia: 365 prisioneiros conseguiram fugir, mas apenas 47 sobreviveram às agruras da guerra.

Lanzmann encontra Yehuda Lerner durante a rodagem de Shoah. Neste documentário, Lerner dá o seu testemunho ao realizador.

O realizador
Claude Lanzmann, formado em filosofia e jornalismo, é convidado por Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, – com quem acabaria por manter uma relação amorosa -, para trabalhar na revista Les Temps Modernes, fundada em 1945.

Em 1973 realiza o seu primeiro filme, Pourquoi Israel, que mostra um conjunto de entrevistas inéditas e singulares, mas é em 1985 que Claude Lanzmann faz estremecer o público e a crítica ao apresentar o perturbante Shoah, incontornável obra-prima cinematográfica, com 9h30min de duração. O realizador retrata, com uma clareza e visceralidade impressionante, a tragédia do genocídio dos judeus europeus nos campos de concentração nazis.

Em 1994 lança o polémico Tsahal e a partir de então os seus filmes são parcialmente realizados a partir de excertos de película não utilizada no documentário Shoah.

Sobre o filme
O resultado – Instrutivo, fundamental e perturbador – mérito ao mesmo nível que Shoah. Para ser visto e revisto.Le Point (Olivier de Bruyn) 

Através de uma sobriedade dolorosa, Claude Lanzmann coloca um ponto final á face misteriosa da história para lembrar a magnitude do crime e do horror.Les Inrockuptibles (Frédéric Bonnaud)