Padrinhos

Movimento DansasAparte

Movimento DansasAparte

O grupo “Movimento DansasAparte” foi criado em Setembro de 2005. Actualmente, é constituído por 11 “bailarinos” orientados por dois técnicos. Tem como objectivos a produção artística no âmbito da expressão corporal e dança; a exploração das possibilidades do corpo no espaço e com o outro; a valorização das potencialidades corporais e a sensibilização de comunidade para as capacidades e potencialidades da população com deficiência. Esta peça alia a serenidade e a beleza sonora com a expressão e libertação de movimentos.

Convidados

Nicolas Pagnol
LISBOA › DOMINGO 05 OUTUBRO › 16h00 Le Schpountz CINEMA SÃO JORGE

Nicolas Pagnol, neto de Marcel Pagnol e de Jacqueline Bouvier, fez o liceu em Nice, e fez os seus estudos em História na Universidade.

Desde 2004, Nicolas Pagnol tornou-se gestor da obra do seu avô sendo o Presidente de “Marcel Pagnol Communication” (MPF) e gere ainda duas outras empresas: “Les Editions de la Treille” que reeditam os textos do autor da “Gloire de mon père” (Glória do meu pai), e a “Compagnie Méditérranéenne de films”, criada em 1944 pelo próprio avô.

Lamenta que o “Château de la Buzine” em Marselha tenha sido transformado em “Maison des Cinémas de la Méditérranée” e não em “Musée Marcel Pagnol”.

Anne Fontaine
LISBOA › DOMINGO 12 OUTUBRO › 21h00 Gemma Bovery CINEMA SÃO JORGE

Anne Fontaine, nasceu a 15 de Julho de 1959 no Luxemburgo. Bailarina de formação, volta-se para o cinema nos anos 80 onde começa como actriz. Aparece sobretudo nas comédias Si ma gueule vous plaît… em 1981 e P.R.O.F.S em 1985. Depois de ter colaborado na encenação da peça Voyage au bout de la nuit em 1986 com Fabrice Luchini, encontra o seu futuro marido Philippe Carcassonne que produz o seu primeiro filme Les Histoires d’amour finissent mal… en général, prémio Jean Vigo em 1993.

Dois anos mais tarde, com a sua média metragem Augustin, constrói o retrato de um homem tímido e fraco que se vê confrontado com a possibilidade de participar num filme com Thierry Lhermitte. Este personagem fantasista feito pelo seu irmão Jean-Chrétien Sibertin-Blanc, será igualmente o herói de Augustin roi du Kung-fu realizado em 1999, e ilustrará sete anos mais tarde numa outra comédia da cineasta Nouvelle chance, ao lado de Danielle Darrieux e de Arielle Dombasle.

Entretanto dedica-se a um outro estilo e dirige o triângulo “amoroso” Charles Berling / Miou-Miou / Stanislas Merhar no notável Nettoyage à sec (1997). Quatro anos mais tarde com Comment j’ai tué mon père um drama familiar que dará a Michel Bouquet o César do melhor actor. Um outro triângulo amoroso Fanny Ardant, Emmanuelle Béart et Gérard Depardieu entram na obra Nathalie (2003). Em 2009 reúne em Coco avant Chanel Audrey, Benoit Poelvoorde assim como Alessandro Nivola. Segue-se Mon pire cauchemar com Isabelle Huppert, André Dussolier e Virginia Efira.

Em 2013, adapta com Christopher Hampton une história de Doris Lessing, Perfect Mothers, retrato de mulheres empenhadas em ligações de paixão escondidas e cruzadas. Nesta ocasião dirige Naomi Watts e Robin Wright. Em 2014 continua na adaptação de um novo romance gráfico de Posy Simmonds e dá Fabrice Luchini um dos papeis principais da sua realização Gemma Bovery com Gemma Arterton.

Fabianny Deschamps
COIMBRA › QUINTA 09 OUTUBRO › 21h30 New territories TEATRO ACADÉMICO DE GIL VICENTE

Fabianny Deschamps, nasceu em 1975, aprendeu no terreno durante 12 anos com grupos de teatro. Passou depois pelo Conservatório, Curso Florent e pela Universidade antes de começar com a encenação.

Começa no teatro como actriz e assistente de encenação, passa depois para o cinema e aí é decoradora, assistente de realização antes de começar a realizar as suas curtas metragens: a primeira Histoires de Bonsaï em 2001 (35mm, 17 m). Nesta ocasião encontrou Nathalie Trafford que produzirá En mon sein (35 mm, 18m), Le grand bassin (35mm, 30m) e La lisière (35mm, 18m) que serão divulgadas por France 2 e várias vezes premiadas em concursos internacionais.

Actualmente está a terminar a sua primeira longa-metragem New Territories.

Philippe Godeau
LISBOA › SEXTA 03 OUTUBRO › 21h00 Sous X  CINEMA SÃO JORGE

Philippe Godeau emergiu como produtor francês nos anos 1990. O seu percurso levou-o se início à distribuição de filmes, no seio da Gaumont.

Entre 1990 e 1996, criou a Pan-Européenne distribution que conheceu os seus momentos de glória, com sessenta longas-metragens assinadas por Olivier Assayas, Arnaud Desplechin, Jacques Doillon, Christian Vincent, André Téchiné ou Jacques Rivette, mas também pelos irmãos Coen ou Bryan Singer. A sociedade retomou a sua actividade em 2000 e até 2006.

A distribuição monopolizou-o,  primeiro a PXP Productions e posteriormente a Pan-Européenne. Iniciou-se com LA PALOMBIÈRE (Jean-Pierre Denis, 1983), a que se seguiram  LE 6E DOIGT (Henri Duparc), UNE VIE INDÉPENDANTE (Vitali Kanevski), BEAU FIXE (Christian Vincent), PETITS ARRANGEMENTS AVEC LES MORTS (Pascale Ferran), ADULTÈRE, MODE D’EMPLOI (Christine Pascal) e LE GARÇU (Maurice Pialat), de cineastas emergentes a cineastas consagrados (1990-1995).

Mantem-se fiel a Jaco Van Dormael (LE 8E JOUR, 1996, MR. NOBODY, 2009), Jean-Pierre Améris (de MAUVAISES FRÉQUENTATIONS a ÉMOTIFS ANONYMES, 1999-2010), Valérie Guignabodet (de MONIQUE a DIVORCES, 2002-2009) e Alexandra Leclère (LES SŒURS FÂCHÉES, LE PRIX À PAYER, 2004-2006).

Defendeu também projectos difíceis, votados ao fracasso (BAISE-MOI, Virginie Despentes & Coralie Trinh Thi, 2000) e às viagens singulares (CHEMINS DE TRAVERSE, Manuel Poirier, 2004).

Acompanhou  Roschdy Zem como actor em CHANGE-MOI MA VIE (Liria Bégéja, 2001), CAMPING À LA FERME (Jean-Pierre Sinapi, 2006), DÉTROMPEZ-VOUS (Bruno Dega, 2007) e, como realizador, em MAUVAISE FOI (2006).

O mesmo se passa com Bernard Campan em COMBIEN TU M’AIMES (Bertrand Blier, 2005), L’HOMME DE SA VIE (Zabou Breitman, 2006) e a sua primeira realização a solo LA FACE CACHÉE (2007).

Varia os géneros entre comédias para adolescentes BON PLAN (Jérôme Lévy, 2000), o encontro bucólico MAGIQUE (Philippe Muyl, 2008), a adaptação do herói LARGO WINCH (Jérome Salle, 2008) ou a de OSCAR ET LA DAME ROSE (Eric-Emmanuel Schmitt, 2009),

Acrescenta ainda ao seu leque de actividades, a realização de DERNIER POUR LA ROUTE (2009), a transposição para o grande ecrã da autobiografia do jornalista e produtor  Hervé Chabalier, em luta acesa com o álcool, com interpretação de François Cluzet e Mélanie Thierry. O filme foi nomeado para o César de Melhor Primeira Obra  e para o César Melhor Adaptação (em parceria com Agnès de Sacy).

Puilippe Godeau volta a trabalhar com a sua estrela, François Cluzet, em 11.6 (2013). A transposição ficcionada  de um fait-divers real baseado na indignação de um transportador de fundos que desvia a carrinha completamente cheia e se pôs ao largo.

Jean-Pierre Sinapi
LISBOA › SÁBADO 04 OUTUBRO › 19h00 Camping à la ferme CINEMA SÃO JORGE

Filho de operários, após os estudos de Engenharia eletrotécnica, Jean-Pierre Sinapi lança-se na escrita. Durante 15 anos trabalhou como argumentista para a televisão e assinou alguns grandes sucessos tais como La Vallée des espoirs de Jean-Pierre Marchand (1984/1985) e La Rivière espérance de Josée Dayan (1994).

Em 1996 mudou-se para a realização com o telefilme Un arbre dans la tête. Depois disso foi contactado pelo produtor Jacques Fansten para a coleção Petites caméras divulgado na Arte. Jean-Pierre Sinapi optou então por realizar um filme sobre a sexualidade dos deficientes motores: Nationale 7 projetado nas salas de cinema no ano 2000. Em 2003 estriou a sua segunda longa-metragem: Vivre me tue adaptada do livro com o mesmo nome de Paul Smail que fala da dificuldade, de um jovem licenciado marroquino, em encontrar um trabalho. Mais tarde reúne Roschdy Zem e Julie Gayet para o Camping à la ferme, uma comédia campestre com um fundo de fábula social.

Pascal Tessaud
LISBOA › SEXTA 10 OUTUBRO › 21h00 Brooklyn CINEMA SÃO JORGE
COIMBRA › QUINTA 09 OUTUBRO  › 19h00 Brooklyn TEATRO ACADÉMICO DE GIL VICENTE

Filho de operários, Pascal Tessaud fez um mestrado em cinema e foi para a Universidade Ca’Foscari de Veneza estudar o cinema italiano. Em 2003 realiza a sua primeira curta-metragem Noctambules com a comediante palestiniana Hiam Abbass. Seguiram-se, em 2005 L’été de Noura, em 2008 Faciès e em 2012, La Ville Lumière que obteve o grande prémio da melhor curta-metragem internacional no festival de Toronto 2014 ReelWorld film.

Também em 2008, Pascal Tessaud realizou um documentário sobre o universo do slam, Slam, ce qui nous brûle.

Em 2009, publicou um livro de entrevistas com o cineasta Paul Carpita, com prefácio de Ken Loach.

Em 2013 escreveu, realizou e produziu a sua primeira longa-metragem de ficção sobre o universo do rap, Brooklyn. Este filme foi seleccionado para o Festival de Cannes 2014 (Selecção da Associação Independente do Cinema-ACID).