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No âmbito da 16ª Festa do Cinema Francês, organizada pela embaixada de França, o Institut Français du Portugal e a Alliance Française.

Jacques Doillon (nascido em 1944), integrando a geração que, como Jean Eustache ou Philippe Garrel se iniciou no período “pós Nouvelle Vague”, é um veterano do cinema francês que tem mantido uma regular e prolífera atividade como realizador e produtor, mas também argumentista, montador e ator. Até ao momento, realizou quase trinta longas-metragens, contas feitas a partir de Les Doigts dans la Tête, de 1974, a primeira a solo, cinco anos posterior à estreia na realização com o primeiro de uma série de títulos documentais (Trial), e um ano depois de L’an 01, correalizado com Jean Rouch e Alain Resnais. Marcada pelo intimismo, a sua obra é composta por filmes que refletem um olhar particular sobre a infância e a adolescência, mas a também a frustração e as relações de classe. O seu trabalho é igualmente habitado pela força da presença dos atores, frequentemente não profissionais, o que é acentuadamente visível nas personagens de crianças e adolescentes que Doillon dirige com preciosa mestria. Outras das recorrências dos seus filmes são a concentração em espaços fechados, o gosto pelos “décors” naturais, o trabalho sobre a duração dos planos.

A série de oito filmes que este programa propõe, permite um olhar panorâmico sobre a obra de Jacques Doillon que, em nova colaboração com a Cinemateca, a edição deste ano da Festa do Cinema Francês elege como realizador homenageado. Jacques Doillon vai estar em Lisboa, marcando presença na Cinemateca para apresentar alguns dos seus filmes.

Luís Miguel Oliveira
Cinemateca Portuguesa


FILMES DA RETROSPECTIVA: