VOYAGE À TRAVERS LE CINÉMA FRANÇAIS

(Uma Viagem pelo Cinema Francês com Bertrand Tavernier)

de Bertrand Tavernier | 2016 | documentário | 3h11

Com: Bertrand Tavernier, André Marcon
Argumento e diálogos: Bertrand Tavernier, Jean Olle-Laprune, Stéphane Lerouge
Origem: França
Produção: Frédéric Bourboulon
Vendas Internacionais: Pathé Distribution
Estreia em França: 12/10/2016
Distribuição em Portugal: Midas Filmes
Estreia em Portugal: 09/02/2017
Festivais 2016: Festival de Cannes; San Sebastián Film Festival; London Film Festival

«Este trabalho como cidadão e espião, como explorador e pintor, como colunista e aventureiro, já tão bem descrito por vários autores, de Casanova a Gilles Perrault, é uma bela definição de realizador que queremos aplicar a Renoir, Becker, ao Vigo de L’Atalante, a Duviver, tal como a Truffaut ou Demy. A Max Ophuls e também Bresson. E a menos conhecidos realizadores como Grangier, Gréville ou Sacha, que, durante uma cena ou durante um filme, espalham emoção e encontram surpreendentes verdades. Gostaria que este filme fosse um acto de gratidão para todos os realizadores, argumentistas, actores, músicos que têm aparecido na minha vida. A memória aquece: este filme é um pedaço de carvão para noites de Inverno.» Bertrand Tavernier.

O Realizador
Nascido a 25 de Abril de 1941, é um cineasta, argumentista e produtor francês, filho do escritor René Tavernier. Em 1961 começa a trabalhar com Georges de Beauregard, produtor da Nouvelle Vague, graças a quem viria a realizar as suas primeiras curtas-metragens. Nos anos 70, filma na sua cidade natal, Lyon, a sua primeira longa-metragem, L’Horloger de Saint-Paul (1973), uma adaptação da obra de Simenon, com o qual ganha o Prémio Louis-Delluc e o Urso de Prata no Festival de Berlim. Ecléctico desde o início da sua carreira, realiza tanto filmes de época como obras contemporâneas, mostrando sempre uma predilecção pelo tema da sociedade. Em 2016, apresenta no Festival de Cannes, Uma Viagem pelo Cinema Francês com Bertrand Tavernier, um périplo pelo cinema francês que mais marcou o seu percurso cinematográfico.

Crítica
É um trabalho notável, feito com muita inteligência. Enaltece o cinema francês clássico e os seus realizadores já esquecidos ou negligenciados. Estamos convencidos que sabemos tudo de cor até que Tavernier chega e nos mostra a pura beleza de tudo.
Martin Scorcese

LISBOA, TERÇA 18 OUT 21h30 Cinemateca Portuguesa