
Conheça a secção competitiva!
Uma das novidades da 27.ª edição da Festa do Cinema Francês é o alargamento da Secção Competitiva a todo o território francófono, reforçando a aposta do festival na multiculturalidade e na diversidade das cinematografias que partilham a língua francesa. Primeiras e segundas obras oriundas da República Democrática do Congo, em coprodução com a República Centro-Africana; coproduções entre França e Polónia; e ligações entre Quebec e Gana, os seis filmes em competição revelam uma cinematografia francófona cada vez mais plural, onde as coproduções assumem um papel fundamental na emergência de novas vozes, olhares e talentos. Esta diversidade traduz-se também numa extraordinária variedade de géneros e abordagens — do drama musical ao cinema queer, da comédia negra ao thriller, passando pelo coming-of-age e pelo drama familiar —, numa selecção que reflecte a riqueza e a capacidade de renovação do cinema francófono contemporâneo.
A competição reúne filmes que chegam a Lisboa depois de passarem por alguns dos mais importantes festivais internacionais. Congo Boy, de Rafiki Fariala, primeira grande coprodução entre a República Centro-Africana e a República Democrática do Congo, estreou em Un Certain Regard, em Cannes, onde Bradley Fiomona Dembeasset recebeu o prémio de Melhor Ator.
Du fioul dans les artères, de Pierre Le Gall, cruza realismo social e intimidade queer numa delicada história de amor entre dois camionistas. Adeus, mundo cruel, de Félix de Givry, filme de encerramento da Semana da Crítica de Cannes, transforma uma história de fragilidade adolescente num conto terno e luminoso. L’Espèce explosive, de Sarah Arnold, apresentado na Quinzena dos Realizadores, mistura noir rural, investigação policial, humor negro e psicadelismo numa delirante comédia. Do Canadá chega Paradise, de Jérémy Comte, que aproxima as noites vibrantes de Accra aos silêncios gelados do Quebec para explorar a solidão, a vulnerabilidade e os esquemas de sedução online. Completa a competição La Frappe, de Julien Gaspar-Oliveri, um drama familiar cru e perturbador que aborda o trauma através do silêncio e das suas marcas invisíveis, com interpretações de destaque de Diego Murgia e Bastien Bouillon.