
Vie Privée
Com Marcello Mastroianni, Brigitte Bardot e Nicolas Bataille
PAPARAZZI é um retrato da imprensa sensacionalista ancorado no assalto que a dita imprensa faz a Brigitte Bardot, no auge da sua fama. Nele, Rozier não prescinde de encenar a atriz e alguns dos seus paparazzi para um “filme de ficção sobretudo composto por elementos registados com a consciência de uma e de outros”. VIE PRIVÉE, um filme de encomenda, ilustra a impossibilidade de uma vedeta de cinema ter um mínimo de privacidade. O argumento foi escrito sob medida para Brigitte Bardot, então no auge da glória, não apenas como estrela de cinema, mas também como símbolo da libertação sexual da mulher, o que fazia dela um objeto do assédio permanente dos jornais de escândalo e dos paparazzi e também de pouca estima de algumas mulheres que a consideravam “imoral”. Malle tentou “recriar o estranho fenómeno social em que Bardot se transformara”: não se trata de uma obra sobre o mundo do cinema mas sobre uma vedeta imolada no altar da fama.
(TEXTO: CINEMATECA PORTUGUESA-MUSEU DO CINEMA)