País: França

  • Papillon

    Papillon

    No mar, um homem nada. À medida que avança, as memórias vêm à superfície. Da infância à vida adulta, todas estão ligadas à água. Algumas são felizes, outras gloriosas, outras traumáticas. Esta será a história da sua última travessia. Levar-nos-á da nascente ao rio — das águas das piscinas da infância às das competições — de um país do Norte de África às margens do Mediterrâneo — dos estádios olímpicos aos reservatórios de água — dos campos de concentração às praias sonhadas da Reunião. No fim, o homem acabará por desaparecer no azul infinito do mar.

  • Soleil gris

    Soleil gris

    Sob um sol escaldante, Charlie aborrece-se profundamente e sonha ir até ao mar. Mas é obrigada a tomar conta de um motel degradado com a sua prima Jess, que não sai da espreguiçadeira. As duas adolescentes não se entendem e discutem à mínima oportunidade. Na rádio, a voz monótona de um conceituado investigador em colapsologia prevê um fim do mundo iminente. A piscina está vazia, o sol aperta, a tensão cresce: o apocalipse ecológico anunciado nas ondas sonoras irrompe, de repente, na realidade.

  • Um Mundo Maravilhoso

    Um Mundo Maravilhoso

    Num futuro próximo, em que todos dependem dos robôs bastante mais do que seria aconselhável, Max, uma antiga professora avessa à tecnologia, vive com a filha graças à venda de robôs roubados no mercado negro. Quando o seu último golpe corre mal e perde a custódia da filha, Max vê-se obrigada a confiar no único bem que lhe resta: T-O, um robô de última geração disposto a tudo para a ajudar.

    Realizada e escrita por Giulio Callegari, esta primeira longa-metragem do cineasta francês mistura comédia, ficção científica e crítica social, numa reflexão sobre o impacto da tecnologia nas relações humanas. 

  • Umas Férias à Força

    Umas Férias à Força

    Após um assalto a uma joalharia, um pai e o filho são obrigados a fugir da polícia. No entanto, acabam por ser confundidos com membros de uma colónia de férias para jovens com deficiência e decidem aproveitar a oportunidade: o pai passa-se por monitor e o filho por participante da colónia.

    À medida que a viagem progride, os dois tentam manter o disfarce, mas rapidamente percebem que não vai ser fácil. Entre situações inesperadas e muita confusão, vivem uma experiência divertida e transformadora que lhes vai mudar a vida. Esta comédia francesa, dirigida pelo conhecido ator Artus em estreia como realizador, mistura humor, aventura e uma divertida lição sobre empatia e amizade.

  • 37 secondes

    37 secondes

    Vencedora do Prémio de Melhor Série na Competição Francesa do Series Mania 2025, 37 secondes inspira-se numa tragédia real. A 15 de janeiro de 2004, o bretão Bugaled Breizh afundou-se subitamente ao largo da costa inglesa, vitimando os seus cinco marinheiros. Entre mecanismos jurídicos opacos e silêncios cúmplices, Marie (Nina Meurisse), cunhada de uma das vítimas, torna-se porta-voz das famílias e inicia uma longa batalha pela verdade. Com Mathieu Demy no elenco, a série combina drama humano e investigação, evocando não só os perigos do mar, mas também a dor interminável de uma comunidade em luto. Duas décadas após um caso que gerou debate e suspeitas, 37 secondes presta homenagem à memória dos desaparecidos e à perseverança dos que recusaram esquecer.

  • Quand tu écouteras cette chanson

    Quand tu écouteras cette chanson

    Em agosto de 2021, a escritora Lola Lafon passou uma noite sozinha no Museu Anne Frank, em Amesterdão, no célebre Anexo onde a jovem viveu escondida até à sua prisão em 1944. Dessa experiência nasceu um livro íntimo e reflexivo, agora transformado em documentário por Mona Achache, com a colaboração da própria autora. No tempo de uma noite de filmagens, Lafon revisita as palavras de Anne Frank, confronta as suas próprias origens e evoca a memória de um adolescente vítima do genocídio cambojano. Entre leitura, encenação e imagens híbridas, o filme propõe um diálogo entre passado e presente, explorando a força da escrita como resistência ao esquecimento e celebrando Anne Frank como símbolo universal de liberdade e de resiliência.

  • Les algues vertes

    Les algues vertes

    Baseado em factos reais e adaptado da banda desenhada Algues vertes. L’histoire interdite de Inès Léraud e Pierre Van Hove, Les Algues Vertes conduz-nos às praias da Bretanha, onde a jovem jornalista Inès Léraud investiga mortes misteriosas de pessoas e animais, aparentemente ligadas à proliferação de algas verdes tóxicas. Determinada, Inès muda-se para a região, entrevista denunciantes, cientistas, agricultores e autoridades, e descobre uma cadeia de omissões, encobrimentos e interesses políticos e corporativos que tentam silenciar a verdade. Com Céline Sallette no papel principal, o filme revela o silêncio que rodeia este escândalo ecológico-social, interroga o preço da verdade e expõe a urgência de responsabilizar quem tem o poder. Um thriller dramático que desafia a consciência coletiva.

  • Écrire la vie – Annie Ernaux racontée par des lycéennes et de lycéens

    Écrire la vie – Annie Ernaux racontée par des lycéennes et de lycéens

    Figura incontornável do feminismo contemporâneo e primeira francesa a receber o Prémio Nobel da Literatura, Annie Ernaux tornou-se uma voz de emancipação individual e coletiva, unindo o íntimo e o universal. 

    Claire Simon dedica-lhe um retrato original, dando a palavra a professores e estudantes. Como é ensinada a sua obra nas escolas e universidades? Como é recebida e interpretada pelas novas gerações? Filmando dentro das salas de aula, Simon revela o impacto vivo das palavras de Ernaux: a sua força de despertar, de questionar certezas e de estimular novos olhares sobre a vida adolescente. Através deste processo de transmissão, o filme mostra como a escrita de Ernaux, já consagrada como parte do património literário mundial, continua a inspirar jovens na busca de liberdade e autodeterminação.

  • Acabou-se a Festa!

    Acabou-se a Festa!

    Mehdi planeava passar um verão tranquilo na luxuosa casa de férias da família da namorada. Mas à sua chegada, um conflito irrompe entre os proprietários e o casal de porteiros da villa.  Filho de uma família modesta e agora jovem advogado, Mehdi acredita ser capaz de mediar os dois mundos, mas cedo percebe que as desigualdades de classe são mais profundas do que imaginava. 

    O que começa como um simples desacordo transforma-se num retrato impiedoso das ilusões de pertença e da violência simbólica que atravessa a sociedade. Estreado na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, Classe Moyenne, de Antony Cordier, é uma sátira política sobre privilégios, exclusão e a difícil fronteira entre integração e submissão.