País: França

  • Borsalino

    Borsalino


    Jacques Deray foi o realizador mais recorrente de Alain Delon, fizeram juntos nove filmes desde LA PISCINE. Também produzido pelo ator, e por sua vontade, BORSALINO (grande êxito de bilheteira do cinema francês) encena o encontro das duas maiores vedetas masculinas pós-Nouvelle Vague, e amigos na rivalidade, Jean-Paul Belmondo e Alain Delon, nos papéis de dois cúmplices no crime, na Marselha dos anos 1930. Ambos haviam participado do elenco de SOIS BELLE ET TAIS-TOI (Marc Allégret, 1958) e voltaram a encontrar-se no ecrã em UNE CHANCE SUR DEUX (Patrice Leconte, 1998), a propósito de cuja rodagem Vanessa Paradis falou deles como “um cão e um gato”, dois seres muito diferentes com estima mútua.

    Fonte: Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema

  • O Leopardo

    O Leopardo


    Adaptado do romance de Tomasi De Lampedusa, IL GATTOPARDO é um dos pontos culminantes da obra de Luchino Visconti e um exemplo maior do cinema histórico, pelo rigor da análise social, pelo retrato das personagens e pela descrição dos conflitos. O pano de fundo é a libertação da Itália por Garibaldi e o tema o fim de uma era e o nascimento de outra, com as soluções de compromisso e as cumplicidades do poder com as antigas classes dirigentes. Burt Lancaster compõe um fabuloso Príncipe de Salina, que sabe que “é preciso que alguma coisa mude para que fique tudo na mesma”. É o segundo filme de Alain Delon com Visconti, que reparou nele em PLEIN SOLEIL e nele reconheceu Rocco. Delon falou do cineasta, em 2010, como “um modelo, um artista excecional que foi também um grande encenador de óperas com Callas” e de IL GATTOPARDO como uma obra-prima, “símbolo de uma época e de um cinema que hoje seria impossível fazer”.

    Fonte: Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema

  • O Círculo Vermelho

    O Círculo Vermelho


    Uma obra-prima de Melville, que emparelha com LE SAMOURAÏ. A narrativa é um mecanismo perfeito, como a de todo o grande filme policial. É preciso ver a fabulosa sequência da evasão de Gian Maria Volonté do comboio e a do assalto para se ter a noção do que é o cinema de Melville: uma organização na qual nada falha e tudo está no lugar. Excecional presença dos três atores principais: Alain Delon frio e determinado, Yves Montand, arrombador de cofres alcoólico e Bourvil, célebre ator cómico, que faz aqui a sua despedida ao cinema no pungente papel de um polícia solitário.

    Fonte: Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema

  • Um Homem na Sombra

    Um Homem na Sombra


    Uma das obras maiores de Joseph Losey e uma das mais importantes interpretações de Alain Delon no papel do Sr. Klein, um francês negociante de arte que, em Paris, sob a Ocupação, compra ao desbarato peças preciosas de judeus em fuga, até ao momento em que a sua própria identidade é posta em causa. O pesadelo kafkiano que muitos notam neste filme, escrito por Franco Solinas e que começou por estar destinado à realização de Costa-Gravas, é o da espiral em que a oportunista personagem mergulha. “Uma personagem Delon é muitas vezes comparada a um animal solitário, gracioso, mas perigoso, um leopardo ou um lobo, pese embora muitas vezes ferido. LE SAMOURAÏ cristalizou este
    homem fatal
    letal, mas vulnerável. Losey injeta brilhantemente as diferentes facetas da persona de Delon [aos 40 anos], na sua fase madura, no quadro histórico de MR. KLEIN.” (Ginette Vincendeau)

    Fonte: Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema

  • O Eclipse

    O Eclipse


    Segundo título italiano na filmografia de Alain Delon, rondado pela solidão entre os viscontianos ROCCO E I SUOI FRATELLI e IL GATTOPARDO, L’ECLISSE encerra a “trilogia dos sentimentos” de Antonioni (L’AVVENTURA, LA NOTTE) e é o seu último filme a preto-e-branco. Talvez a obra mais ostensivamente moderna de Antonioni, em todos os sentidos do termo. Monica Vitti é uma mulher que procura ultrapassar a separação do amante com uma nova relação com um corretor da Bolsa, obcecado pelo jogo do dinheiro (a personagem de Delon). A sequência passada na Bolsa de Milão e as últimas imagens, quase abstratas, estão entre os momentos mais célebres da obra de Antonioni – “Prefiro filmar nos lugares autênticos porque a realidade estimula a minha fantasia.”

    Fonte: Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema

  • Le Samouraï

    Le Samouraï


    É a quintessência do estilo e do universo dramatúrgico de Jean-Pierre Melville. Um policial abstrato com o toque romântico das personagens de Melville. De gabardina, chapéu e olhar distante, Alain Delon encarna a personagem solitária de Jeff Costello, assassino profissional, na sua mais icónica – e lacónica – interpretação. Dizia Melville que em Delon o instinto da atitude gestual é inato: “É um dos grandes samurais do ecrã.” Foi o começo de uma bela amizade e um trio formidável de filmes, fulcrais na filmografia de ambos, continuada nos anos 1970 com LE CERCLE ROUGE, em que Delon é um bandido de Marselha, e UN FLIC, última obra do cineasta, com o ator no papel de um taciturno inspetor de polícia.

    Fonte: Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema

  • La cache

    La cache

    Paris, maio de 1968. Um rapaz de nove anos embarca com entusiasmo numa estadia cheia de descobertas em casa dos avós, entre dois tios irreverentes — um artista plástico e um aspirante a intelectual — e a extravagante bisavó vinda de Odessa. Enquanto os pais participam nos históricos protestos estudantis que agitam a cidade, a família vê-se confrontada com o seu passado quando um ilustre visitante procura refúgio no apartamento. A sua presença desencadeia revelações inesperadas e novas reflexões sobre a história familiar. Baseado no romance de Christophe Boltanski, La Cache transforma o apartamento num microcosmos de uma época passada, onde memórias, segredos e personagens carismáticas se entrelaçam numa comédia luminosa, marcada por emoção, humor e nostalgia.

  • O Conde de Monte Cristo

    Vítima de uma conspiração, o jovem Edmond Dantès é preso no dia do seu casamento por um crime que não cometeu. Após quatorze anos de detenção no castelo de If, consegue finalmente escapar. Transformado no enigmático Conde de Monte-Cristo e dotado de uma fortuna incalculável, regressa para se vingar daqueles que o traíram.

    Alexandre de La Patellière e Matthieu Delaporte assumem a realização e a escrita para adaptar mais uma obra-prima do incomparável Alexandre Dumas. Uma adaptação moderna capaz de reacender o mito.

  • À bicyclette!

    À bicyclette!

    Vencedor do Prémio do Público – 26ª Festa do Cinema Francês

    Estreia nas salas de cinema a 11 de dezembro.

    Consulte os horários das sessões em risifilm.pt

    Uma comédia que combina a frescura de um road movie com a intensidade de um relato íntimo. 

    De La Rochelle a Istambul, Mathias e Philippe, dois amigos de longa data, partem de bicicleta numa aventura que é também um ato de memória. Inspirado numa história real, o filme nasce após a morte trágica do filho do realizador e transforma essa ausência numa viagem de partilha e reencontro. Aclamado pela crítica e pelo público, o segundo filme de Mathias Mlekuz cria uma obra profundamente humana sobre resiliência, companheirismo e a forma como a dor pode abrir caminho a novas formas de liberdade.